Laura Camargo Gonçalves Cunha Bruno Silva Romano Gabrielle Araujo Debastiani Janaína Andrea Moscatto
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O manejo da dor e da anestesia é essencial no atendimento pediátrico de emergência e terapia intensiva, pela complexidade dos procedimentos e ao risco de estresse. Crianças, sobretudo recém-nascidos e lactentes, são mais suscetíveis a erros de medicação (EMs) e toxicidade, pela necessidade de cálculos de dose baseados em peso e pela imaturidade orgânica. O uso de sedativos como benzodiazepínicos e opioides requer equilíbrio, pois sub ou super-sedação podem causar complicações como delirium, abstinência e ventilação prolongada. O objetivo desse estudo foi analisar as evidências científicas sobre como a escolha correta do anestésico e sua dose em atendimentos pediátricos na emergência é decisiva para a segurança do paciente ao prevenir a toxicidade. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que analisou quatro artigos científicos selecionados na base de dados Google Acadêmico. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Anestesia Pediátrica”, “Serviços de Emergência Médica” e “Toxicidade”, além do Operador Booleano “E”. Foram incluídos artigos completos, em inglês ou português, de 2021 a 2025. Artigos que não respondiam à questão norteadora “Qual o impacto da escolha correta na anestesia pediátrica na incidência de toxicidade em crianças nos serviços médicos de emergência (HEMS)?” não foram analisados. Observou-se que a alta incidência de EMs em crianças hospitalizadas exige atenção, sendo o erro de dose o mais comum, especialmente em recém-nascidos e lactentes. Antibióticos, sedativos e broncodilatadores estão frequentemente envolvidos. Casos fatais incluíram overdose iatrogênica de fenitoína IV, erro de dose de aminofilina e administração inadvertida de adrenalina. Na UTIP, benzodiazepínicos como o midazolam aumentam o risco de síndrome de abstinência e delírio. A toxicidade de outros agentes intravenosos também é uma preocupação: propofol acarreta risco de Síndrome de Infusão de Propofol (PRIS) em altas doses ou uso prolongado, e lorazepam pode levar à acidose metabólica devido ao propilenoglicol. Alternativas seguras como dexmedetomidina e clonidina fornecem sedação sem depressão respiratória, e cetamina atua como analgésico e broncodilatador. A gravidade dos casos no HEMS, com 1 em 5 pacientes necessitando de cuidados avançados, ressalta a urgência da escolha anestésica segura. A prevenção de EMs, focada no rigor da dosagem e via, por meio de protocolos padronizados, vigilância contínua e priorização de opções mais seguras, para evitar desfechos adversos.