Nathália Rosa Chrisóstomo Monteiro Ana Beatriz Alencar Agostinho Luiza Maciel Ferreira de Carneiro Nina Veras Sanches Gadelha
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A integração dos cuidados paliativos ao tratamento oncológico, particularmente por meio de modelos de cuidados paliativos integrados, configura-se como uma estratégia essencial na promoção da qualidade de vida de pacientes com câncer. Essa abordagem precoce, multiprofissional e centrada no paciente permite a implementação de práticas assistenciais humanizadas desde os estágios iniciais da doença, contemplando o controle rigoroso de sintomas físicos e a atenção a dimensões emocionais, sociais e espirituais. Tal integração amplia o escopo do cuidado oncológico, aproximando-o de um modelo holístico e contínuo.O objetivo deste estudo foi analisar a relevância dos cuidados paliativos, com ênfase nos modelos integrados, na assistência a pacientes oncológicos, destacando seu impacto na qualidade de vida, no alívio sintomático e no suporte psicossocial prestado ao paciente e à sua rede de apoio.Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Palliative Care”, “Integrated Palliative Care”, “Cancer”, “Quality of Life” e “Supportive Oncology”. Foram incluídos cinco estudos publicados entre 2019 e 2024, compreendendo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e estudos observacionais. Foram excluídas publicações duplicadas, anteriores a 2019 ou não pertinentes ao escopo temático.Os achados demonstraram que a introdução precoce dos cuidados paliativos está associada a maior efetividade no controle de sintomas oncológicos complexos, como dor refratária, dispneia e fadiga, além de proporcionar redução de hospitalizações evitáveis e de intervenções fúteis em estágios avançados. Os modelos integrados evidenciaram benefícios adicionais, como racionalização do uso de recursos em saúde, aprimoramento da comunicação entre equipe multiprofissional e paciente e incremento da tomada de decisão compartilhada. Também foi constatada melhora significativa em parâmetros psicossociais, contribuindo para maior resiliência e qualidade da experiência de cuidado.Conclui-se que a adoção precoce dos cuidados paliativos integrados representa um componente fundamental na assistência oncológica contemporânea, promovendo benefícios clínicos, psicossociais e organizacionais. Entretanto, persistem desafios estruturais, como a necessidade de formação especializada de profissionais e a implementação de políticas públicas que assegurem a incorporação sistemática dessa prática nos diferentes níveis de atenção à saúde.